Saúde e treino

Treinamento funcional na pós-menopausa: o que um estudo de 16 semanas mostrou

Treinamento funcional na pós-menopausa

A pós-menopausa costuma trazer mudanças na composição corporal, como aumento da gordura abdominal e perda de massa muscular, além de impacto na capacidade funcional. Um estudo acompanhou mulheres nessa fase durante 16 semanas de treinamento funcional e comparou os resultados com um grupo que não fez exercício organizado.

Como foi o treino

  • Frequência: três vezes por semana, em dias não consecutivos, durante cerca de quatro meses.
  • Formato: circuito, desenvolvendo várias capacidades na mesma sessão.
  • Força: 8 estações com elásticos e pesos livres.
  • Coordenação, agilidade e equilíbrio: 3 estações com bases instáveis e escadas de agilidade.
  • Aeróbio: caminhada de 18 a 30 minutos incluída na sessão.

O que foi avaliado

  • Composição corporal: gordura total, gordura abdominal e massa magra.
  • Aptidão funcional: força e resistência de braços, força abdominal, coordenação, agilidade e capacidade aeróbia.
  • Perfil lipídico: colesterol total e HDL.

Os resultados

Menos gordura, mais massa magra nas pernas

  • Gordura total: redução de 5,3%.
  • Gordura abdominal, a mais associada a risco cardiovascular: redução de 7,7%.
  • Ganho de massa magra nas pernas, importante para força e autonomia.

Mais força, coordenação e agilidade

  • Força e resistência dos membros superiores: +66,5%.
  • Força abdominal: +188,2%.
  • Coordenação: teste feito 33,3% mais rápido.
  • Agilidade: teste feito 19,5% mais rápido.

Melhorar essas capacidades é especialmente relevante para reduzir o risco de quedas ao longo do envelhecimento.

Colesterol: um resultado misto

O colesterol total caiu 4,4%. Já o HDL, o chamado “colesterol bom”, diminuiu 9,9%, o que não é desejável. Ou seja, o treino trouxe benefícios claros na composição corporal e na função, mas o efeito sobre os lipídios não foi totalmente positivo. Por isso, o acompanhamento médico e a alimentação continuam fazendo parte do cuidado.

Como ler esses resultados

O grupo de comparação não fez exercício, então o estudo mostra que treinar é muito melhor do que não treinar, e não que o funcional é superior a outros tipos de treino de força. O posicionamento de 2026 do ACSM indica que o tipo de equipamento, a complexidade do exercício e o uso de superfícies instáveis não mudam os resultados de forma consistente. O que mais pesa é a regularidade e a progressão. A vantagem do formato em circuito observada no estudo foi a alta adesão das participantes.

Antes de começar, consulte o seu médico, especialmente se você tiver outras condições de saúde.


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